sábado, outubro 21, 2006

Mente vazia, idéias no papel



Lápis. És injustiçado. Sacrificas a tua existência para que tenhamos mais liberdade. Liberdade de esquecer, pois assim grafitas o papel, tens a honra de transmitir nossos pensamentos para o mesmo. Não és mera ferramenta, és uma ponte para que as idéias não sejam perdidas.

És consumido, desintegrado, mas de forma alguma desonrado, pois mesmo que sejas usado por mentes vis, cumpre a sua função sem hesitar. Tens o orgulho de ser instrumento de trabalhadores, escreve com inocência as linhas tortas e pueris dos que se alfabetizam e sofre nas mãos dos eternos aprendizes, escolásticos, que necessitam de todo o seu esforço para desempenharem a sua função.

Após tão valorosa contribuição, és descartado como se fostes nada. Incapaz de realizar sua mágica, és renegado, pois somos ingratos. Por favor, perdoe-nos. Mereces um digno pedestal, pois modificastes a vida de muitos homens.