Mente vazia, idéias no papel

Lápis. És injustiçado. Sacrificas a tua existência para que tenhamos mais liberdade. Liberdade de esquecer, pois assim grafitas o papel, tens a honra de transmitir nossos pensamentos para o mesmo. Não és mera ferramenta, és uma ponte para que as idéias não sejam perdidas.
És consumido, desintegrado, mas de forma alguma desonrado, pois mesmo que sejas usado por mentes vis, cumpre a sua função sem hesitar. Tens o orgulho de ser instrumento de trabalhadores, escreve com inocência as linhas tortas e pueris dos que se alfabetizam e sofre nas mãos dos eternos aprendizes, escolásticos, que necessitam de todo o seu esforço para desempenharem a sua função.
Após tão valorosa contribuição, és descartado como se fostes nada. Incapaz de realizar sua mágica, és renegado, pois somos ingratos. Por favor, perdoe-nos. Mereces um digno pedestal, pois modificastes a vida de muitos homens.

2 Comments:
belas palavras...
diria de um pseudo poeta.
o engraçado sobre o lápis é que poderiamos considerar ele uma parte integrante do nosso corpo, uma vez que coincidentemento ele é feito de carbano assim como nós...
e para aprendermos a estimar o seu valor e beleza, basta coloca-lo em frente ao fogo para ele alterar a sua formação e se transformar em diamante... o metal mais caro e um dos mais resistentes da natureza...
e por fim, lembrando que se assim como o blog o papel aceita as vezes qualquer merda, pobre do lápis que ajuda silencioso a fazer cagadas históricas sem poder dar o seu pitaco embora muitas vezes ele de o seu sinal se sacrificando com uma ponta quebrada.
pro roger: diamante ñ é metal :x
comentário:
acho q nunca pensei assim sobre um lápis..
Gostei MESMO do post.
Mas, sinceramemte.. é um lápis, objeto inanimado! ñ há q se sentir pena dele!
e pra ser idiota e do contra: eu uso lapiseira xP~
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