segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Rotina

Acorda 6:50.
Vai pro trabalho.
Reunião as 8:15.
Revisão quadrienal do guindaste chegando.
Almoça 11:30.
Cuidar das ações de integridade.
Sai do trabalho as 17:30.
Tae Kwon Do as 18:00.
Computador a noite.
Dr. House as 21:00.
Natação na terça.
Tae Kwon do novamente quarta.
Paga sindicato.
Paga registro no conselho.
Natação na quinta.
Futebol em algum dia da semana.
Balada na quinta.
Sexta-feira cansaço.
Tae Kwon do na sexta (pra matar).
Tudo isto pra perder os 10 quilos ganhos no último ano.
82 quilos em dezembro de 2009.
92 quilos em dezembro de 2010.
92 quilos em fevereiro de 2011, com aumento de massa muscular, aceleração do metabolismo, maior capacidade cardio-respiratória, graças a 2 meses de natação.
Churrasco e gelada sábado (e a ligeira impressão de que os exercícios da semana de nada adiantaram).
Domingo limpar a bagunça. Talvez ir pra praia.
Exames periódicos.
Ligeira falta de percepção no ouvido direito na faixa de 300 Hz.
Exame de sangue tudo certo. Alta taxa de leucócitos.
Trabalho.
Saudade da família.
Só um mês de férias ao ano (dureza!).
Pagar contas.
Mobiliar a casa.
Limpar a casa.
Aguentar Macaé e sua desorganização.
Ainda bem que o salário é muito bom.

quarta-feira, agosto 04, 2010

De volta, em preto

Não, não estou de luto.
Após uma bela temporada sem postar nada neste blog, que é mais frequentado que a floricultura em dia de Finados, resolvi renová-lo.
Fora com os textos antigos deprimentes (alguns ficaram) de quando eu achava que escrevia alguma coisa, mas tinha a cabecinha fudidinha de um adolescente em crise. Se eu colocasse vampiros no meio, dava um roteiro da série Crepúsculo.
José, a realidade não é tão complicada assim, e nem tão simples como esta frase denota.

A partir de agora, nada de Carpe Diem, nada de dor de cotovelo, nada de crônicas sobre a vida (afinal de contas, eu não sou o Seinfeld!), e de volta com contos, estórias, que talvez possam ter alguma lição de moral subliminar.

Perfil também está mudado, pois não quero dar motivos para bullying no trabalho.

domingo, julho 11, 2010

Resposta do Futuro Eu

Rio de Janeiro, 11 de julho de 2010.

Alexandre,

Já faz um ano que me escreveste.
Erraste em algumas previsões, acertastes em outras.
Estou empregado, ganhando bem, morando em Botafogo, distante da família e dos amigos que amo. Sete meses e meio nesta cidade. Quem apostaria que algum dia eu viria a morar aqui?
Pouco tempo depois de me escrever aquela carta, começaste a namorar com uma garota maravilhosa, trate-a sempre com carinho e respeito que ela merece, e deixe de ser ranzinza!
O curso de formação está acabando. Eu sei que a pressão é imensa, que os teus nervos estão a flor da pele, mas deixe de ser sedentário e vá correr um pouco na praia, eu sei que você engordou alguns quilos.
Manter-se saudável não é fácil, mas um dia você irá me agradecer por conselhos como este.
Não se preocupe com crises criativas, você gosta de escrever e quando você se sentir a vontade, os textos irão fluir.
Outubro será uma data relevante para a sua vida. Espero poder contar com boas notícias quando me responderes.

Mantenha-se firme,

Alexandre Gustavo Stockmann

segunda-feira, julho 06, 2009

Carta para o futuro eu

Florianópolis, 06 de julho de 2009.

Alexandre

Se você está lendo isto, é porque está provavelmente desempregado.
Ou então está namorando, com uma garota que não te atrai mais e que morre de ciúmes de seus amigos.
Ou talvez porque você não tenha mais tempo para estes amigos.
Ou porque você perdeu alguém que ama.
Ou pior, que o seu amor não tenha sido correspondido por alguém que você ama.
Mas não desanime, não há dor que não possa ser curada, não há mal que não possa ser revertido (ou contornado) e acima de tudo, sempre existe a oportunidade de um recomeço.
Você, provavelmente já estará formado em Engenharia Mecânica. Pense em tudo aquilo que foi investido para você atingir esta posição. Dinheiro dos teus pais, dinheiro do Estado, tempo precioso de sua vida. Portanto, nunca desmereça este investimento e nunca troque os teus princípios, a tua ética profissional por dinheiro sujo, sem esforço e suor.
Pense em todos os teus relacionamentos anteriores, e procure viver aquilo que foi o melhor. Não se irrite com crises de ciúmes, com temperamentos hostis, afinal de contas, todos temos nossos dias ruins. Mas logicamente, evite este tipo de mulher com cabeça fechada, que só pensa no próprio umbigo.
Lembre que a partir de agora, a tendência é diminuir a quantidade de amigos, então valorize aqueles poucos que você considera como amigos.
Quanto ao amor, este é inevitável. Não o desperdice com alguém que não te ama.
Eu sei que este texto parece uma versão barata de "Filtro Solar", do Bial, mas são bons conselhos, que não servem só para ti.
Portanto, se você está mal por algum motivo diferente destes, pare de se preocupar que isto é perda de tempo.
Viva a vida plenamente!

Meus sinceros desejos de sucesso,
Alexandre Gustavo Stockmann

sábado, junho 20, 2009

Oportunidade

Nesta semana tive a nítida sensação de que o universo conspirava a meu favor. Parecia que o mundo abria portas para mim, que uma nova realidade estava ao meu alcance. É uma sensação indescritível. Parecia que eu tinha o controle de tudo. Era como se todos os meus planos dessem certo. É incrível como isto afeta a sua auto-confiança. É um ciclo virtuoso - você é bem sucedido em alguma coisa, aumenta a sua confiança e consegue ser bem sucedido em outras coisas.
O desempenho nos estudos aumentou, o cansaço diminuiu. É uma maravilha para a força de vontade.
Agora é preciso estabelecer novas metas. Correr atrás das coisas que eu almejo. Ter uma vontade inabalável.
O destino segue seu curso pré-determinado.
Maktub.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Outras do Analista de Bagé

Lindaura, a recepcionista do analista de Bagé (segundo ele "uma recepcionista eclética, pois recebe e dá") faz o possível para prevení-lo sobre os pacientes novos antes de entrarem no consultório pois, como diz o analista, "se me entra um arreganhado já recebo a tapa". Lindaura deixa um pedacinho de veludo vermelho ao alcance do paciente na sala de espera. Depois escreve na sua ficha "Não ligou para o veludo" ou "Passou a mão e começou a babar" ou "Botou na frente e foi ver no espelho se ficava bem". Na ficha daquele cliente novo, de Não Me Toque, ela escrevera: "Viu o pedacinho de veludo e recuou aterrorizado". Era obviamente um paranóico.
- Te deita no divã, tchê - disse o analista de Bagé.
- Pra quê? - quis saber o paciente, desconfiado.
- Oigalê, bicho bem xucro - disse o analista com uma risada agradável, enquanto torcia o braço do outro e obrigava-o a se deitar.
O paciente ficou se segurando sobre o pelego que cobria o divã, para evitar que arrancassem sua roupa. O analista sentou no seu banquinho e pegou a cuia. Ofereceu:
- Um mate?
- O que é que você quer dizer com isso?
O analista de Bagé passou a cuia para o outro, que olhou para a ponta da bomba com apreensão.
- Pode tomar que os micróbios são de casa - disse o analista, mas o paciente devolveu a cuia. O analista continuou:
- Pues, qual é o problema?
- Eu sabia, já andaram espalhando que eu tenho problema.
- Se o amigo está aqui é porque tem um problema. Já vi que pelo mate não é.
- Pare com esse tom condescendente!
O analista de Bagé fez força para se controlar. Um dia antes perdera a paciência e atirara um masoquista contra a parece. O masoquista não reclamara, mas com o impacto se quebrara o seu Freud entalhado em imbuia. O outro continuou:
- Todo mundo me persegue.
- Não é verdade.
- Ninguém acredita em mim.
- Eu acredito.
- Você só diz isso para me agradar.
- Eu não estou querendo te agradar.
- Por que não? Por que não?

Meia hora depois o analista de Bagé, com argumentos razoáveis, e com a ameaça de atirar a escarradeira na sua cabeça, convencera o paciente a abandonar sua mania de perseguição. Ninguém o estava perseguindo. Era pura fantasia.
- E o jacaré embaixo da cama?
- Não tem jacaré. Jacaré gosta de banhado. A tua cama fica em lugar seco?
- Fica.
- Pois então.
Ele devia sair dali convencido que ninguém nem nada estava contra ele. Devia se esforçar para levar uma vida normal.
- Não sei se vou conseguir...
- Vai.
- Como é que você sabe?
- Porque eu vou estar sempre atrás de ti, tchê. Te cuidando. De dia e de noite. À menor recaída na paranóia ó...
E o analista de Bagé fez o gesto de quem acerta um cutelaço na nuca.


Luís Fernando Veríssimo

Um abraço a todos os gaúchos pelo 20 de setembro.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Verdades Sobre os Malacos (Malaco's Facts)

Malaco: lat Malacus. Sin. Manu, Broder. 1. Indivíduo que habita uma maloca. 2. Pessoa ou grupo de pessoas com personalidade própria que são caracterizadas pelos seus hábitos, costumes, relacionados com a cultura afro-americana recente facilmente identificados pelo seu vestuário e linguagem própria. 3. Populacho.

Fonte: Micaelis - Dicionário de Língua Portuguesa

1- Os malacos não usam calças, não importa o frio que esteja fazendo, estão sempre de bermudas;

2- Assim como os insetos, os malacos fazem a ecdise, ou seja, eles tiram os bonés esporadicamente de suas cabeças para que elas possam crescer;

3- Cada malaco possui em torno de 25600 primos, mesmo não possuindo nenhum tio ou tia;

4- Todo malaco larga a sétima série com 18 anos para ser motoboy;

5- Todo malaco que vai a uma balada, encosta na parede, cruza os braços e faz cara de mau;

6- A versão feminina do malaco é conhecida como piriguétchi, veste sandália plataforma, calça lagging e algum acessório rosa choque e é comum ouví-las dizerem "Ah pára com isso, Ródinei!";

7- Os lugares frequentados pelos malacos incluem: bailes funk, pagodes, torcida organizada do Curintcha, FEBEM, casinha dos fundos do McDonalds da tele-entrega (isto inclui os motoboys do Bob's) e morros de uma forma geral;

8- Todo malaco que vai a uma entrevista de emprego, senta na cadeira, cruza os braços e faz cara de mau;

9- Todo malaco sonha em um dia ser rapper;

10- Todo malaco já foi um dia guardador de carros;