segunda-feira, novembro 27, 2006

Diário

Quinta-feira: o telefone toca. Grandes surpresa e contentamento invadem sua mente. Tem sido uma semana incrível para ele, e ainda mais agora com esta resposta.

Sexta-feira: seu espírito enche-se de alegria ao falar com ela. Admira-se com a felicidade, agora tão intensa neste momento conturbado de sua vida.

Sábado: encontra-se com amigos. Planos são feitos, enquanto os atuais são desfeitos. Daqui a uma semana é aniversário de um destes amigos. A idéia era prestigiá-lo, no sábado seguinte, mas ele não irá. Só conta com esta oportunidade para vê-la, depois disto, só duas semanas depois. Muito tempo para esperar. E muito egoísmo também. Sua felicidade é mais importante que a felicidade dos outros.

Semana seguinte: dia após dia, hora após hora, o tempo não passa. Semana angustiante. Provas. Ele só pensa nela. Recebe um conselho de uma pessoa importante: cuidado para não cair do cavalo.

Sábado, o dia tão esperado: ele vai na aula de manhã, pegando a estrada lodo em seguida, para o encontro. 18 horas foi o horário marcado, no cinema. 18:20 já estavam na sala. Premeditadamente eles não viram o filme, mas se conheceram aos poucos. Criaram laços. Falaram sobre a vida, sobre além da vida, e sobre coisas sem sentido na vida. Quando faltou assunto, os olhos falavam por eles. Mas nada dura para sempre, e eles tiveram que se despedir.

Domingo: extasiado com o dia anterior, tudo o que ele faz é pensar nela. Pensa tanto positivamente, quanto negativamente. Pensava no quanto ele gostou de estar ao lado dela, no quanto ele se sentia bem ao lado dela, no quão bom foram aqueles momentos. Mas também pensou se aquela não seria a última vez que a veria, ou se não haveriam outros como ele. Cheio de dúvidas, ele ficava consternado. Mas ao mínimo sinal de uma notícia dela, já mudava de humor. Constantemente ele pensa no futuro, mas só o que o consola é a idéia de que preocupar-se com o futuro é bobagem.

Segunda-feira, e depois: contando os dias para reencontrá-la...

Que maneira melhor de conhecer alguém, do que através de um beijo?

domingo, novembro 12, 2006

Tempos Verbais, Modos Verbais

Um dia me disseram para sempre pensar no presente. Viva a vida. Carpe Diem. Outros diziam para pensar no futuro.

Pois eu tinha o futuro em minhas mãos e deixei-o escapar. Foi de fato de tanto pensar nele, que ignorei o presente. Sem presente, não se faz futuro. O futuro me abandonou.

A partir deste ponto, passei a olhar para o passado e vi o quanto ele era bom. Era um pretérito perfeito, com bons momentos, ótimas lembranças.

Tão boas eram estas lembranças, que voltei a ver o futuro. Mas o futuro a muito tempo já me esquecera, e o que sobrou foi apenas uma esperança, um sentimento de que tudo talvez um dia se repita, quem sabe o futuro do pretérito.

Minha alma surge imperativa, requerindo o futuro de vota, mas minha voz é fraca, subjuntiva perante tão indiferente futuro. 'Que eu faça' não é suficiente para obtê-lo de volta.

O caminho continua longo, sem indicativos de direção. Porém uma lição foi aprendida: Continue a procurar pelo futuro, mas não faça de seu presente um pretérito imperfeito.